Aduseps vai à Justiça pedir retomada de tratamento ocular para usuária da Bradesco Saúde

Operadora, que custeara a quimioterapia intraocular há alguns meses, passou a negar o procedimento, alegando não atender às Diretrizes de Utilização da ANS. Injeções podem evitar a perda de visão da idosa.


Por Anderson Maia- Assessoria de Imprensa Aduseps


A Aduseps ingressou ontem (07) com uma ação na Justiça em favor de uma usuária da Bradesco Saúde, em razão de a operadora ter negado, à paciente, um importante tratamento ocular que pode evitar, inclusive, à cegueira. O pedido, que encontra-se aguardando julgamento na 17ª Vara Cível do Recife, é para que a operadora seja obrigada a custear o procedimento de urgência, negado sob argumento de que não atenderia às Diretrizes de Utilização (DUT’s) da Agência Nacional de Saúde Suplementar.


Diagnosticada, recentemente, com oclusão de ramo de veia central de retina – que é a obstrução da veia por onde passa o sangue portador de nutrientes e oxigênios para o olho, podendo provocar perda de visão -, a paciente fora submetida, inicialmente, a um tratamento quimioterápico na região, coberto pelo plano, o que acarretou em melhora no seu quadro clínico. A doença, no entanto, regressou meses depois, tendo a segurada que se submeter, novamente, às injeções intraoculares. Para sua surpresa, dessa vez, o plano passou a negar o tratamento.


A paciente, que é idosa, procurou então a Aduseps na tentativa de ter o seu direito à cobertura cumprido pela Bradesco. A Associação enviou, de início, um ofício à operadora, na tentativa de resolver, administrativamente, o impasse. O Plano, porém, insistiu com a negativa e alegou, novamente, que o tratamento não obedecia às Diretrizes de Utilização da ANS – deixando de levar em consideração, inclusive, o laudo médico da paciente, o qual atestava tratar-se de doença grave, com rápida progressão, podendo acarretar em perda da visão caso o tratamento não fosse iniciado a tempo.


“Ingressamos, então, com a ação na Justiça e pretendemos retomar esse tratamento que a autora já vinha iniciado, há alguns meses, e que a Bradesco Saúde, de forma abrupta, ao seu bel prazer, resolveu suspender. Trata-se de um procedimento extremamente necessário à manutenção da visão da segurada e com fundamentação médica acerca de sua eficácia. Por isso, estamos na luta pela melhoria da qualidade de vida dessa usuária”, afirma Argus Alencar, advogado da Aduseps.

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