Trabalhadores da saúde cobram do Estado cumprimento de protocolo sanitário nos hospitais públicos

Ofício, protocolado ontem (09), na sede do Governo, denunciou falta de EPI’s nas unidades, entre outras precariedades.


O Movimento em Defesa do SUS – grupo formado, em sua maioria, por servidores da saúde – protocolou, ontem (09), no Palácio do Campo das Princesas, um ofício cobrando do Governo do Estado providências para o cumprimento do protocolo de prevenção sanitária de combate à pandemia do Covid-19 nos hospitais públicos. O grupo denuncia, entre outras precariedades, a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) nas unidades e cobra também melhoria salarial para os funcionários.


A assessoria de imprensa da Aduseps entrou em contato com um dos coordenadores do Movimento em Defesa do SUS, o técnico em Farmácia Jorge Gomes, e obteve a informação de que, em seu sexto plantão consecutivo, o funcionário não tem recebido do hospital em que trabalha – Barão de Lucena – os EPI’s necessários. “O setor responsável não está fornecendo, temos que interagir com outros colegas para conseguir esses materiais. O mesmo tem acontecido em outras unidades”, denuncia.


Jorge informou, ainda, que os hospitais não dispõem nem mesmo de aferidor de pressão, instrumento, segundo ele, indispensável para avaliação prévia do sistema imunológico do paciente. “Não há nem para o usuário e nem para os servidores. Tanto pode chegar, aqui, um paciente que pode estar infectado como um próprio funcionário, que, muitas vezes, já vem de outra unidade e pode estar trazendo uma patologia pra dentro do setor. É risco para todos”, alerta.


Além do cumprimento do protocolo sanitário para o servidor da saúde, o ofício enviado ao Governo reivindica, também, uma remuneração digna para os trabalhadores. “Um técnico de enfermagem dos concursos públicos mais recentes recebe, hoje, um salário base de R$ 774. Para equiparar ao salário mínimo, faz-se um complemento e chega-se a R$ 1.154. Tudo isso arriscando sua vida, sem os devidos EPI’s”, completa Jorge.


O Movimento destaca, ainda, no documento a preocupação com o fato de não estarem sendo mais divulgados os dados de servidores acometidos pela Covid-19 – infectados, óbitos e curados. Os profissionais denunciam, ainda, a falta, de aferidores de temperatura nas Unidades.

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